Por que implementar a Inteligência Artificial na educação é tão importante?

Dentro e fora das salas de aula, o uso da tecnologia ajuda nos métodos de ensino e aprendizagem

Cada vez mais presente no cotidiano das pessoas, a Inteligência Artificial (IA) também está chegando à escola. E ao contrário do que possa parecer, isso não significa que robôs poderão substituir professores. A ideia é que a tecnologia seja uma aliada que agregue mais valor ao trabalho desse profissional.

Com apoio da Inteligência Artificial na educação, o docente se torna um mentor do conteúdo, que pode ser obtido em diversos canais, mas que certamente precisa ser bem tutorado e direcionado. Dessa forma, o estudo pode ser mais personalizado, focado nas dificuldades de aprendizado de cada aluno. O conceito ainda é novo no Brasil e, por isso, cercado de questionamentos. Então, vamos entender.

A Inteligência Artificial veio para ficar

O uso dos assistentes de voz dos smartphones, como a Siri da Apple e o Google no Android, mostra como a utilização dessa tecnologia está presente no dia a dia. No entanto, a IA deve entrar, mais massivamente, nas salas de aulas e na vida dos alunos e professores.

A estimativa é de que ao menos 20% das escolas privadas do Brasil já tenham algum tipo de dispositivo baseado em Inteligência Artificial. De acordo com as previsões mundiais da IDC para a educação, publicadas em janeiro de 2020, 40% das aulas serão ministradas por sistemas de Inteligência Artificial personalizados, voltados à solução de desafios complexos da vida real até 2024.

Uma pesquisa da McKinsey & Company de janeiro de 2020 revela que os professores perdem de 20% a 40% de suas horas em atividades que poderiam ser automatizadas. Entre elas estão o preparo das aulas e as avaliações. É aí que a tecnologia pode ajudar a partir de plataformas de colaboração e compartilhamento entre docentes ou de softwares que auxiliam a mensurar o nível de conhecimento de cada aluno em uma área específica.

Apesar de promissoras, essas ferramentas ainda não estão amplamente difundidas na área educacional. A expectativa é que as novas tecnologias, como as que vêm sendo desenvolvidas por startups, possam acelerar esse processo.

Ferramentas inteligentes

São muitas as plataformas, os softwares e os recursos que fazem uso da Inteligência Artificial para aplicação na vida acadêmica.

Um dos mais difundidos é o learning analytics, que interpreta os dados dos alunos. Algumas plataformas têm seus algoritmos dedicados a entender as lacunas de cada aprendizado, percebendo e apontando as dificuldades individuais para que o professor possa direcionar os estudos de forma assertiva.

Um sistema de mineração de dados analisa e gera relatórios sobre o desempenho de cada um. Estatísticas derivadas do Big Data ajudam o docente a saber quem teve mais dificuldade, em qual momento e quais ferramentas funcionam melhor para a absorção e o aprendizado.

Com base nessa análise avaliativa, os profissionais podem entender as necessidades particulares e orientar cada estudante com foco no problema apresentado.

Outro exemplo, é a plataforma que funciona como um assistente pessoal, interagindo com o aluno por comando de voz. Por meio dela, é possível relembrar tarefas, organizar a rotina de estudos e procurar conteúdos.

Além disso, a escola também acompanha o desenvolvimento do educando e mapeia suas dificuldades com base nas informações que obtém a partir das interações com o programa.

Foco é o aluno

Já na parte funcional da instituição, a Inteligência Artificial pode contribuir com a experiência do aluno, oferecendo suporte e atendimento 24 horas por dia. Por meio de uma área restrita, o estudante pode fazer perguntas e obter respostas imediatas sobre os serviços da escola, notas, grade de aulas, horários, entre outros.

Além disso, o uso da Inteligência Artificial na educação ainda se posiciona como um facilitador da inclusão de pessoas com deficiência ao mundo acadêmico. Já existem sistemas capazes de criar legendas automaticamente em vídeos para surdos, descrever fotos com detalhes para pessoas com deficiência visual e ferramentas que operam, por comando de voz ou com o movimento dos olhos, um teclado.

Escola brasileira do futuro

A Escola de Negócios e Seguros (ENS) terá a partir de maio de 2020, em São Paulo, a primeira Sala do Futuro da América Latina. A instituição investiu mais de R$ 1 milhão nessa experiência.

Trata-se de uma sala de aula para 30 alunos presenciais e 40 a distância, equipada com câmeras de alta resolução, robôs interativos, análises de Big Data e reconhecimento emocional.

Uma das tecnologias aplicadas de Inteligência Artificial na educação envolve uma plataforma que permite análise das ações dos estudantes por meio de leitura e processamento de dados e imagens. Desta forma, um sistema de reconhecimento facial lê as expressões de quem assiste às aulas, analisa se estão atentos, confusos, interagindo, compreendendo, entre outros.

O controle se dá por um servidor local e pelo modelo Cloud.

Proteção e ética em debate

É claro que um sistema que trabalha com tantos dados pessoais não pode deixar de considerar a Segurança da Informação.

O documento “Ten Facts About Artificial Intelligence in Teaching and Learning” (em português, Dez Fatos Sobre a Inteligência Artificial no Ensino e na Aprendizagem), produzido pela canadense Contact North, levanta a discussão sobre questões de ética, moral e privacidade que envolve o uso de IA.

O relatório aponta problemáticas como o consentimento para o uso dados pessoais, quem poderia acessar essas informações, se há riscos de diagnóstico incorreto do aprendizado do aluno, entre outros pontos.

Sendo assim, é claro que ao fazer uso desse tipo de tecnologia é fundamental pensar na proteção de dados, privacidade e compartilhamento dessas informações.

Conclusão

A difusão da Inteligência Artificial na educação acelera sua passada e só tem a agregar aos docentes e alunos. Por meio dela, cada professor poderá se concentrar em tutorar seus alunos individualmente, programando conteúdo, analisando dados, revendo suas ferramentas de ensino e pensando em resoluções focadas em cada estudante.

Como as tecnologias não estão difundidas amplamente, ainda ampliar o debate sobre a proteção de dados e ética. Porém, tudo indica que a Inteligência Artificial logo estará batendo à porta de todas as instituições educacionais.

Matéria originalmente publicada Por Daniella Grinbergas, para o Blog Vivo Meu Negocio







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